BUSQUE UM ESPAÇO PARA VIVENCIAR O SEU LUTO


20/09/2017, por William.


Conheça a história de Larissa Rocha, uma mãe que perdeu seu bebê aos 5 meses de gestação, fundou um grupo de Apoio à perda gestacional e neonatal, e agora compartilha sua experiência em ajudar outras mães enlutadas. Este post é em formato de entrevista, fizemos 7 perguntas que foram carinhosamente respondidas.

Caso você tenha algumas dúvidas ou sugestões não deixe de perguntar no espaço abaixo dessas perguntas. Será um prazer responder você.

Quem é Larissa Rocha Lupi?

Eu sou psicóloga, fundadora e idealizadora do grupo Do Luto à Luta: Apoio à Perda Gestacional e Neotanal, casada e tenho 3 filhos, Tomás, 4 anos, 1 estrela e Mila, 1 ano e meio (bebê arco íris- que veio depois da perda).

Quem você perdeu? (conte-nos a sua história)

Eu perdi meu bebê aos 5 meses de gestação, pois tive uma gestação molar, uma doença que só acomete grávidas e no meu caso era parcial, ou seja tinha a presença do meu filho junto com a doença que impedia seu crescimento e desenvolvimento.

Como foi o seus primeiros meses após a perda?

Os primeiros meses após a minha perda foram de grande transtorno, me vi atônita, em estado de choque, sem acreditar no que estava acontecendo. Passei dias com a mão na barriga acreditando que meu bebê ainda estava no meu ventre. Mergulhei de corpo e alma em todo material que encontrei sobre perda gestacional, li muitos livros, assisti muitos filmes, busquei terapia individual e grupos de apoio.

O que você fez para transformar a dor em saudades?

Costumo dizer que saudade é o amor que fica, e acredito que o fato de ter conseguido expressar todo o meu luto, meu sofrimento pela minha perda, através do projeto Do Luto à Luta: Apoio à Perda Gestacional e neonatal foi o que me permitiu vivenciar plenamente meu luto, encontrar um novo sentido para perda, que é oferecer apoio aqueles que se sentem diretamente afetados por este tipo de perda e manter o meu filho presente para sempre na minha vida, construindo um vínculo duradouro e eterno com ele.

Como você expressa seu luto?

Acredito que consigo expressar o meu luto, através da minha terapia individual (me auxiliou a construir recursos internos e psicológicos) e principalmente por intermédio do grupo Do Luto à Luta, tanto na fanpage quanto nos encontros presenciais, foi a forma que encontrei de ressignificar o meu luto, atribuir um novo sentido para a perda e principalmente partilhar toda minha emoção relacionada a perda do meu filho.

O que você diria para uma pessoa que está passando pela mesma situação?

Eu diria que busque um espaço para vivenciar o seu luto, expressar toda sua dor e amor pelo seu filho, este local pode ser virtual ou presencial, para que possa vivenciar toda tristeza na sua plenitude e construir novos sentidos e significados para a sua perda, ressignificar esta dor.

A mensagem maior diante da perda gestacional e neonatal é que por trás de toda história de luto existe uma linda história de amor!

O que você deseja partilhar?

Quando a minha irmã gêmea estava vivenciando as dores e angústias da perda gestacional, imersa em sofrimento intenso, sem forças, logo me senti profundamente tocada e sensibilizada com o luto da minha irmã e quis demonstrar para ela o quanto a apoiava e respeitava, através da exteriorização dos meus sentimentos.

Não imaginava que meses depois eu viria a perder o meu bebê também. E escreveria uma poesia em especial para o meu anjo que já tem companhia.

Leia:

MATERNIDADE COMPARTILHADA

"Ao compartilharmos o desejo pela sua chegada já preparamos a sua doce morada Ao compartilharmos os planos para te receber nunca pensamos em te perder Ao compartilharmos o sonho pela maternidade sinto-me mãe de verdade Ao compartilharmos a sua presença não vislumbramos a possibilidade da sua ausência Ao compartilharmos o quanto sonhamos com o dia ao te embalar é impossível não te amar Ao compartilharmos todas as mudanças advindas com a gravidez sinto que finalmente chegou a minha vez Ao compartilharmos as transformações corporais, hormonais e emocionais percebo o quanto este momento é especial, sobrenatural, fora do normal. No entanto, como compartilhar a interrupção de uma vida, que está sendo sentida, vivida e querida?! Como compartilhar todo o amor, transformado em dor?! Como compartilhar o sonho interrompido, as noites mal dormidas?! Como compartilhar o sentimento de angústia pelos planos a sucumbir?! Como compartilhar a nossa descrença na vida, no homem, a falta de desejo pelo que está por vir?! É melhor o silêncio e a solidão?! Mas foi tudo compartilhado outrora, e agora?"

- Larissa Rocha

E agora temos O memorial para compartilhar nosso luto, luta, dor e amor pelos nossos entes queridos!

Clique aqui para acessar o perfil criado em homenagem ao filho ou filha de Larissa.

Obrigado Larissa Rocha pela a entrevista concedida ao blog do O memorial. Se você quiser fazer alguma pergunta para Larissa, deixe no comentário logo abaixo.


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